campos de sentido

Markus Gabriel: o mundo não existe. Não porque seja uma ilusão, mas porque não há um único campo de sentido que contenha tudo.

Existir é aparecer num campo de sentido: "Existence = appearing in a field of sense". E há infinitos campos. O erro da ciência e da religião é o mesmo: eleger um campo como o definitivo, o que tudo abarca.

A arte é a exceção. Os objetos artísticos aparecem em múltiplos campos em simultâneo - não se deixam fixar num único quadro de referência.


Ter este conceito em consideração pode ter implicações diretas para o Massa Crítica: um projeto que assuma que nenhuma disciplina tem o campo de sentido privilegiado está a fazer filosofia gabrieliana sem o saber. É essa a ideia de um sistema de conhecimento rizomático.


Fonte: @vayalilWhyWorldDoes2021 — recensão de Gabriel, M. (2015). Why the World Does Not Exist. Polity Press.